Nesta terça-feira, 27, o SASF (Serviço de Assistência Social à Família e Proteção Social Básico no Domicílio) Jaçanã, realizou uma roda de conversa sobre saúde mental como parte das ações da campanha Janeiro Branco, que convida a sociedade a refletir sobre o cuidado emocional e o bem-estar psicológico.
O encontro foi conduzido pela orientadora socioeducativa Pétala Regina, 25, e pela pedagoga Mônica Gonçalves Santos, 46, reunindo famílias que usam o serviço em um espaço acolhedor de escuta, troca de experiências e fortalecimento de vínculos.
Durante a atividade, Pétala explicou que o principal objetivo foi ampliar a compreensão sobre o que é saúde mental, desconstruindo estigmas e mostrando que o cuidado emocional vai além do tratamento clínico. “A ideia era explicar a importância de falar sobre saúde mental e também sobre a campanha do Janeiro Branco, mostrando que saúde mental não é apenas o tratamento com psicólogos e psiquiatras, mas também voltar-se para si, entender o que se gosta, reconhecer limites e buscar apoio”, afirmou.
A roda de conversa contou com dinâmicas de integração que incentivaram o diálogo, o afeto e o resgate de práticas simples do cotidiano que contribuem para o bem-estar, como brincar, caminhar, andar de bicicleta e manter relações sociais saudáveis. “Às vezes, deixar de fazer pequenas atividades que nos dão prazer acaba impactando diretamente nossa saúde mental”, destacou Pétala.
Outro ponto importante abordado foi a identificação das redes de apoio e dos serviços públicos disponíveis em momentos de sofrimento emocional, como o SAMU, o Centro de Valorização da Vida (CVV) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A iniciativa buscou reforçar que pedir ajuda é um ato de cuidado e fortalecimento pessoal, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
Para Maria de Fátima da Silva, 63 anos, dona de casa e frequentadora do SASF Jaçanã, o encontro foi uma experiência marcante. “Maravilhosa. Eu sempre venho quando tem essas rodas de conversa e sempre é tudo de bom”, contou. Segundo ela, foi a primeira vez que teve contato mais direto com o tema. “Eu não conhecia, mas achei muito bom. A gente aprende mais. Eu não sabia que alguns sintomas podiam estar relacionados a isso, fiquei sabendo aqui”, relatou.
Ao final da atividade, Maria de Fátima disse que saiu do encontro se sentindo feliz e fortalecida. “Estou ótima, feliz mesmo. Aprendi coisas que eu não sabia. Agora posso passar isso para outras pessoas, para minha família, para meus filhos, netos e bisnetos”, completou.
Já Camila Santiago dos Santos, 52 anos, dona de casa e moradora da região, frequenta o serviço há cerca de oito anos e participa ativamente das atividades oferecidas. Para ela, o SASF representa um importante espaço de aprendizado, convivência e cuidado. “Eu faço zumba, ginástica, artesanato, já fiz vários cursos aqui. Acho muito importante esse serviço para a comunidade, porque a gente aprende bastante coisa”, afirmou.
Sobre a roda de conversa, Camila destacou que foi sua primeira experiência com o tema da saúde mental. “Eu gostei muito. Foi a primeira vez que tive contato com esse assunto. A gente aprende bastante sobre a cabeça, sobre o mental”, disse. Durante a atividade, ela refletiu sobre a importância de retomar hábitos que lhe trazem alegria. “Meu remédio era dançar, sair, ir para a balada. Eu tinha parado, mas agora vou voltar. Amanhã já venho para a zumba. Isso já é um remédio”, completou.
A pedagoga Mônica Gonçalves Santos reforçou que ações como essa fortalecem o trabalho socioassistencial desenvolvido pelo SASF, ampliando o acesso à informação, promovendo autonomia e fortalecendo os vínculos comunitários.
A atividade integra o conjunto de ações desenvolvidas durante o mês de janeiro, alinhadas à campanha Janeiro Branco, que busca sensibilizar a população para a importância da saúde mental como parte essencial da saúde pública, promovendo espaços de diálogo, escuta, acolhimento e cuidado.