No último dia 25 de agosto, mês da Campanha Agosto Lilás, o CDCM Marielle Franco, promoveu uma roda de conversa que foi conduzida por profissionais que atuam diretamento no enfrentamento diário à violência contra a mulher. Participaram da roda, Silvina Ribeiro, coordenadora do CRCM Eliane de Grammont e Tamirys Cristina, coordenadora do CRCM 25 de Março.
Ao longo do encontro, as participantes foram provocadas a refletire sobre a questão da violência contra a mulher a partir de diferentes perspectivas, compartilhando experiências, vivências e percepções. Embora seja uma temática marcada por situações de violação de direitos, a abordagem possibilitou um espaço acolhedor, participativo e de diálogo, permitindo discutir a trajetória histórica, os desafios e os avanços relacionados à Lei Maria da Penha, incluindo alterações recentes que ampliam a proteção e os direitos relacionados às medidas protetivas de urgência à mulheres que sofrerem violência de gênero, independente de ser no âmbito doméstico ou envolvendo relação íntima de afeto.
A tarde também foi marcada pela sororidade entre pares, pelo acolhimento e pela troca de conhecimentos, fortalecendo a importância da construição coletiva de estratégias de prevenção e enfrentamento às diferentes formas de violência. Além das mulheres acompanhadas pelo serviço, a atividade contou com a participação de usuárias de outros serviços, profissionais de equipamentos da rede, entre eles o SPVV Guaianases, SASF Lajeado e CAPS Álcool e Drogas Guaianases, contribuindo para o fortalecimento da articulação intersetorial e da rede de proteção.
No encerramento, foi realizado um sorteio de itens produzidos nas oficinas desenvolvidas no próprio CDCM pelas participantes. A iniciativa teve como objetivo valorizar o trabalho, a criatividade e o protagonismo das mulheres, além de proporcionar um momento de confraternização e agradecimento pela participação na atividade.
O encontro reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma construção contínua, que exige mobilização, informação, fortalecimento da rede de proteção e compromisso coletivo. Embora ainda existam desafios e avanços necessários, é fundamental reconhecer e valorizar as conquistas já alcançadas ao longo dessa trajetória. A luta permanece dia após dia, por uma sociedade mais justa, segura e livre de todas as formas de violência contra as mulheres.