O CRCM (Centro de Referência e Cidadania da Mulher) Eliane de Grammont, realizou, no dia 6 de fevereiro, uma “Roda de Conversa” com mulheres atendidas pelo serviço, abordando o tema de assédio sexual e da importunação sexual, tipificadas como crime, de acordo com a Lei nº 10.224/2001 (Art. 216-A) e a Lei nº 13.718/2018 (Art. 215-A).
A atividade teve como objetivo promover informação, conscientização e fortalecimento das mulheres, a partir da compreensão de que assédio sexual e importunação sexual são crimes distintos previstos no Código Penal brasileiro.
Durante a roda, foi explicado que o assédio sexual se caracteriza, principalmente, pela existência de uma relação hierárquica ou de subordinação, enquanto a importunação sexual está relacionada à prática de ato libidinoso sem consentimento, independentemente de vínculo entre agressor e vítima.
Apesar das diferenças jurídicas, ambos os crimes violam a dignidade sexual e os direitos das vítimas. Ao longo do encontro, também foram apresentadas e debatidas importantes campanhas de enfrentamento à violência sexual, como o “Não é Não” e o “Protocolo Não se Cale”, que orientam sobre formas de prevenção, acolhimento e encaminhamento das vítimas, além de explicarem como funciona o fluxo da rede de atendimento disponível para situações de violência.
A roda de conversa contou com a mediação da orientadora socioeducativa Escarlet Milena, da coordenadora do CRCM Silvina Ribeiro e da assistente social Edileuza Rodrigues, que conduziram o diálogo de forma acessível, participativa e acolhedora, estimulando a troca de experiências e o esclarecimento de dúvidas.
Para encerrar a manhã de forma leve e interativa, foi realizado um quiz sobre os conteúdos abordados, além de uma apresentação teatral protagonizada pelas próprias mulheres participantes, que retrataram situações relacionadas às temáticas discutidas, reforçando o aprendizado coletivo e o protagonismo feminino.
A ação reafirma o compromisso do CRCM Eliane de Grammont, com a promoção dos direitos das mulheres, o enfrentamento à violência de gênero e o fortalecimento da autonomia, por meio da informação, do diálogo e da construção coletiva de conhecimento.